quarta-feira, 6 de julho de 2016

COLUNA DE SANTO TITO: PONDERADO


Se considerarmos a nova safra de futuros prefeitáveis podemos antever a dificuldade que terá o PMDB para recompor os seus quadros, ponderando que a saída do atual líder da presidência do partido abre a possibilidade para que outras portas se abram. Claro que o futuro não é tão promissor assim. As dificuldades podem permanecer, sopesando que o atual detentor desse poder não tem a inteligência nem a perspicácia suficientes para conduzir esta abertura, tendo em vista a forma hermética de conduzir os acordos que ocorrem durante uma campanha política. A saída de Azevedo, sem desmerecer a liderança que ele sempre exerceu sobre os seus comandados, foi providencial para a reformulação da bancada, pois ele nunca preparou ninguém para manter a hegemonia do partido. Mas para isso é muito importante que a cúpula restante comece a enxergar a agremiação como uma coisa que não faz parte de um quintal particular.

Precisamos entender que esse não é o momento de Hudson, futura promessa da política local, que não pretende queimar o seu futuro sendo vice de alguns prefeitáveis com um conceito pouco confiável; muito pouco de Jefinho, que se perdeu, ou melhor, se auto destruiu pela soberba de impor a si e ao povo uma liderança que precisaria ser conquistada aos poucos. Hoje o nome de Hudson é bem mais pomposo que o de Jefinho, mas é preciso que ele não se limite ou não se sujeite às imposições paternas, as quais já se esvaneceram no tempo. Porém ainda perde em popularidade para um eterno recente desconhecido que atende pela alcunha de João Maria da Casa Verde. No entanto é preciso perceber que a população não está tão carente de conhecimento. O povo estuda. Reconhece o valor do seu voto. Hoje uma eleição não tem condições de ser comprada voto a voto. É preciso mostrar propósitos e ideologias em que as pessoas possam acreditar de verdade.

Vejam os nomes que se impõem a política municipal: Azevedo (impedido e imprevisível); Naldinho (administrações desastradas); Paccelli (sem comentários); Dotô (uma incógnita que o momento impõe uma aposta); Neilson (não tem as qualificações que o presente exige para o cargo); Jefinho (sem comentários); Erivam (não é político, talvez um dia consiga ser); demais (demais). No entanto ainda existe uma personalidade que também quer ter a sua oportunidade nesse comboio: Paulo de Alfeu. Para isso ele precisa mudar alguns paradigmas. Se levarmos em conta o seu histórico empresarial, começando como vendedor de hortaliças, condições ele reúne para ser um excelente administrador. Mas será que ele é capaz de por esse seu Know-how em prática a favor de uma população inteira? Ou manteria o status quo de atender apenas os apaniguados?

Sim! O Paulo!

O Azevedo não é mais presidente do PMDB. Renunciou. E aí? Será que não está chegando a tua

hora?

Santo Tito: Bancário Aposentado