sábado, 2 de julho de 2016

COLUNA DE SANTO TITO: O IMPREVISÍVEL


Excelente caráter; excelente chefe de família, excelente pai, excelente filho, excelente vizinho. O máximo de excelência em tudo que se puder imaginar. Mas espera um pouco! Estamos falando de quem? Do Papa? De Santo Agostinho? De Madre Tereza de Calcutá? De Nelson Mandela? De Deus? Nãaaooo! Nada disso. Estamos falando de um terráqueo de carne, osso e outras matérias. Alguém que, no terreno político, é um ser totalmente imprevisível. Porém quem diz que nesta área da organização social existe previsibilidade? Este é um quadro instável que muda a sua analise a cada movimento dos contendores. Lula, Fernando Collor, Marina Silva, José Ivo Sartori (RS), Robson Faria são provas inequívocas desta afirmação.

Não há dúvida de que a escolha da pessoa certa para ser candidato em um pleito eleitoral é uma das decisões mais importantes (e difíceis) em uma campanha eleitoral. Uma base do que os eleitores esperam de um bom político pode ajudar e muito na hora da escolha de qual é o melhor candidato em uma eleição. Enquanto em quase todos os municípios potiguares os nomes para a disputa das prefeituras estão perfeitamente integrados às campanhas juntamente com seus vices, aqui são candidatos demais para vice de menos. Por incrível que pareça o PMDB local, partido hegemônico, está (ou esteve) com o garfo e a faca na mão para decidir a campanha 2016. Mas o José Azevedo Lopes, aquela excelência a que nos referimos no inicio, é (ou era) a pessoa talhada para tomar uma simples, mas ao mesmo tempo importante, decisão na escolha da pessoa certa a ser candidato em um pleito eleitoral que até agora não tem nada definido.

Vejam porque razão falamos da sua imprevisibilidade: por falta de nomes dentro do próprio partido, teve inicio o primeiro namoro; com o Dotô, que amava o PMDB, queria se filiar e liderava as pesquisas de intenção – não deu casamento; depois o professor Jefinho, perdendo a chefia do PSDB local, filia-se como uma alternativa de candidatura, porém parece ter ficado como uma opção a mais; ai o assédio mudou de lado, foi a vez do vice-prefeito e adversário Pacelli que, mesmo no desempenho das suas funções, eterno aliado do prefeito em exercício, o mesmo que sempre foi o algoz político de Azevedo, chega e, de imediato, é aceito como sendo a terceira paquera. Bem, ai o Dotô, já cansado, mas com aquele amor vivo dentro do peito, envolve o empresário João Maria da Casa Verde na qualidade de seu vice, filiado do PMDB, mas sem nunca ter sofrido nenhum tipo de assédio. Ele aceita, porém a legenda não lhe é liberada.

Agora vejam só, dias antes de uma grande feijoada que formalizou extraoficialmente o apoio à candidatura para prefeito do adversário e vice em exercício Pacelli, João Maria da Casa Verde, agora com o nome em evidencia, recebe em sua casa tanto o próprio Pacelli quanto o Azevedo com o convite para ser vice do vice. Naturalmente, em se tratando de um homem de palavra que tem um nome a zelar, declinou peremptoriamente do convite, pois já havia comprometido seu apoio incondicional a um Dotô bem verdinho na política, mas, também, de caráter incontestável, opção esta entregue aos políticos mais modernos. Aí, objeto de uma antiga pressão familiar, agora somado ao escarneio popular, o magnânimo líder da oposição apeou do cargo, que já estava vago desde a morte de Luiz Antonio, e entregou a direção do partido ao único pmdebista de raiz e carteirinha existente na cúpula do partido.

Santo Tito: Bancário Aposentado