quinta-feira, 21 de julho de 2016

COLUNA DE SANTO TITO: A ÂNSIA PELO PODER NÃO TEM LIMITES


Para alavancar os benefícios que os projetos de infraestrutura trazem e que propiciam o progresso das cidades é preciso que os recursos sejam efetivados. Em princípio isso só poderá acontecer enxugando o desperdício daquelas soluções financeiras que sempre são desviadas para a ilegalidade, tais como: a empregabilidade dos laranjas; o pagamento das faturas superfaturadas; o cumprimento de acordos feitos através das licitações fraudulentas; efetivar os combinações espúrias feitas com os agiotas das campanhas eleitorais e também o realização de tantas outras evidencias de desperdício com o dinheiro público. Um exemplo: a Câmara de Vereadores.

Na minha percepção, depois de tanto tempo na condição de curral eleitoral, uma parte do eleitorado não se contenta com possibilidade de ficar órfão dessas benesses que ocorrem de quatro em quatro anos. Uma parcela dos políticos também não se satisfaz com a probabilidade de não poderem receber favores financeiros que derivam de programas e projetos enviados à Câmara de Vereadores pelo Executivo. Também uma parte do comercio que se locupleta com a venda superfaturada de bens e serviços para a prefeitura e não quer perder esse privilégio.

O Dotô, na opinião pública, é bruto, é duro, é orgulhoso, não tem jogo de cintura, dificulta o acesso, não negocia com os vendedores de consciência, não faz aquelas promessas que o eleitor sabe que ele não vai cumprir, os tais empregos e regalias especiais. Isso tem sugerido uma quantidade infindável de boatos (ele está no final das intenções de voto), mentiras (o Dotô não será mais candidato, desistiu) e ataques de toda sorte (fazer uso da chibata da forma como foi disseminada).

Atualmente, por falta de alternativas, São Paulo do Potengi tem duas únicas opções: mudar com o Dotô ou continuar com a mesmice de um velho e bem conhecido esquema. Nenhum dos seus opositores, mas nenhum mesmo está em condições de oferecer algo melhor para o cidadão potengiense, seja na segurança, na saúde ou na educação.

Lembrando sempre que ele foi expulso do Hospital Regional e que um determinado cidadão se arvora o direito de dizer que foi um ato de magnanimidade a sua permanência na profissão, dando a entender que ele estaria agindo de má fé. Mas vejam o que outro cidadão disse após a interferência dele para agilizar a cirurgia do filho desse senhor que havia se machucado seriamente num acidente de moto, isto após ter sido abordado por outro concorrente político:

- Ele não fez mais do que a sua obrigação.
Quem diz isso está totalmente enganado, errado. Ele sofreu todo o tipo de perseguição para deixar de trabalhar aqui neste hospital. Então não teria obrigação nenhuma com a facilitação da cirurgia desse rapaz lá em Natal, onde ele fez uso do seu conhecimento e reconhecimento. Mas é dessa forma que o eleitor menos esclarecido agradece qualquer que seja o favorecimento.

Um detalhe final. Ele chegando lá não vai esconder nada de ninguém. Ao contrário, vai querer saber o que está tão escondido e que faz as pessoas temerem tanto a sua ascensão. A prefeitura é um apêndice do cidadão. Ele tem todo o direito de vasculhar o que é feito com o dinheiro público.

Santo Tito: Bancário Aposentado