sábado, 9 de julho de 2016

COLUNA DE SANTO TITO: AÍ DONA ANTONIETA


Outro dia o Dotô informara sobre a possibilidade de João Maria da Casa Verde vir a participar do bate-papo que sempre acontece às sextas-feiras na CALÇADA DA FAMA, em frente à casa de Silvino. Eu, como bom adulador, bajulador, chaleira, engraxador, manteigueiro, não deixei passar em branco essa oportunidade de colocar em evidência os meus dotes de lambe-botas "hors concours" (o máximo, sem comparação). Então resolvi comprar um pedaço de carne de bode (uma das iguarias mais caras da cozinha nordestina devido a quantidade de osso por metro cúbico) para fazer homenagem ao ilustre visitante.

Depois de feitos os cortes para leva-la à panela, devidamente temperada com muito esmero, descobri que esquecera do pimentão. Corri até a bodega do Artércio. Ao me dirigir à dita mercearia percebi a Dona Antonieta saindo. Mas no momento que aconteceria um aparente cruzamento ela parou e me deu um abraço tão fraterno como eu nunca tinha recebido desde o inicio dos mais de trinta anos de convivência em São Paulo do Potengi. Com uma ressalva: A mãe dos meus filhos merece estar no topo dessa fraternidade. E assim eu, boquiaberto, surpreso, mas surpreso mesmo, ouvi dela o seguinte:

- Eu disse que ia te dar o abraço na primeira vez que te visse. Eu estava esperando por esta oportunidade. Muito obrigado pelas palavras bonitas que você disse do meu filho. E findou com o adágio popular “Quem meu filho beija minha boca adoça”.

Ainda em choque disse a ela que aquilo o que tinha escrito não encerrava nada demais. Era fruto da observação, da análise fria dos fatos. O filho dela não era nenhuma personalidade especial. Ele era e é simplesmente o que eu disse, e desafio alguém fazer um julgamento diferente. Até pode fazer, mas será levado pelas circunstâncias atuais que, necessariamente, deformam o caráter das pessoas.

Sim, eu esqueci de dizer ao caro leitor que a Dona Antonieta é a mãe de João Maria da Casa Verde, o homem que o Dotô elegeu como o seu vice ideal, mas que não vai ser porque a legenda do partido não lhe pertence. Ela é uma senhora amável, simpática, sempre sorridente. A matriarca de uma grande e excelente família. A idade? Bem....isso é um assunto delicado no qual não devemos interferir, pois fere o decoro parlamentar.

Aí Dona Antonieta! Seja bem feliz e continue mantendo essa família, linda e simpática, unida como um símbolo de bem-querência e harmonia, molde para que muitas outras possam seguir e fazer uso.

E, pelo amor de Deus, não permita que eu tenha de mudar esses conceitos.

Santo Tito: Bancário Aposentado