terça-feira, 21 de junho de 2016

SECRETARIAS E POSTOS DE 2º ESCALÃO A MOEDA DE TROCA DOS PARTIDOS


No 1º escalão estão secretarias como as da agricultura, da educação, das finanças, da administração, etc...Quem ocupa estes cargos são políticos da base aliada através das articulações políticas em que prefeito e vice-prefeito intervém direto nestas escolhas, sendo certo que as secretarias mais importantes ficam com políticos do partido do prefeito. Os cargos comissionados de cada secretaria são postos de 2º escalão porque estão abaixo e subordinados às respectivas secretarias. A disputa por postos de segundo escalão vai além das insatisfações. Em função das pressões políticas batalhas são travadas nos bastidores por estes cargos, dificultando as tentativas de impor um perfil mais técnico ou acadêmico. É uma disputa ferrenha.

Observem atentamente para o atual clima político que se desenrola em nosso municipio. Ao menos dois dos pretensos candidatos a prefeito trabalham dentro dessa visão em que se fatia o secretariado sem nenhum critério para a sua escolha, ou seja, capacidade de gestão, histórico de probidade, etc... Talvez seja esta a porteira que o Dotô deixou aberta para que, tanto o empresariado local quanto os políticos, façam uma romaria em direção contraria ao seu nome e da sua campanha, fruto da adesão espontânea do eleitor que continua alijado dos benefícios do poder. Até aqueles, possuidores de uma visão medíocre, tacanha, que iniciaram essa caminhada a seu lado estão aderindo a essa fórmula desgastada e perniciosa. Para atender aos interesses dos partidos, nunca os da comunidade, tem-se de entregar a cada grande família um naco da administração pública, sem questionar a qualificação técnica do postulante. Por uma questão de ética não vamos citar nomes, mas tanto na administração anterior como, principalmente, na atual ventila-se a prática de malversações cometidas com os recursos públicos. Se não existe objetivo algum para a existência ou manutenção de determinadas secretarias, por quais motivos elas são mantidas operando na ociosidade e sendo ocupadas por pessoas ineptas, incapazes de prestar um bom serviço, quando não por laranjas?

Tem mais. O candidato conhecedor dos meandros de uma campanha sabe muito bem o que é lidar com os aspirantes a vereador, pessoas importantíssimas nesse métier, mas que, na sua grande maioria, querem ter um valor excessivamente maior do que o do próprio postulante. Exigem secretarias, tratamento diferenciado, recursos financeiros. Se não atendidos em seus interesses se tornam macambúzios, ameaçam até mudar de rumo. E quando eleitos esses mesmos próceres fazem com que os prefeitos, ao invés de procurarem apoio no eleitor anônimo que sufragou o voto em seu nome, sucumbam as suas chantagens políticas, redundando nas famosas gentilezas financeiras.

Diante destes fatos está em curso um processo bem orquestrado para deter o avanço do Dotô em direção à cadeira número um da Prefeitura Municipal. Mas a decisão de sustar esta escalada deve ficar a cargo do próprio eleitor à vista de tudo aquilo que está mais do que exposto aos seus olhos. E com relação a vida pregressa dos candidatos não é algo que se possa por à mesa, pois poderíamos estar pisando em terreno delicado que nunca fez parte do debate político. Finalizando nossas considerações temos que deixar patente não ser este o momento de saber quem está melhor preparado, já que, obviamente, nenhum dos atuais oponentes demonstram ou demonstraram serem possuidor de tal qualificação, mas sim reconhecer dentre os candidatos aquele com mais condições de oferecer melhores serviços em áreas tão sensíveis como educação, segurança pública e saúde.

Santo Tito: Bancário Aposentado