sábado, 11 de junho de 2016

JÓIA RARA


Estamos nos aproximando de um momento crucial na campanha para prefeito de São Paulo do Potengi. Agora, depois de tantas idas e vindas, definiram-se os pré-candidatos: são quatro.

Definindo um a um cada oponente podemos dizer que cada qual tem seus objetivos,expectativas e posições bem definidas, que são completamente díspares. Aqui teremos aqueles cuja preocupação é a unidade familiar, esquecendo que o complexo social é muito maior, e que, além disso, os filiados têm ambições, boas ou ruins, mas ambicionam, e a ações dessa magnitude tendem a estreitar ou até paralisar no tempo o horizonte político; aqueles que, de forma tacanha, apenas têm como finalidade precípua chegar ao poder, demonstrando claramente essa intenção, sem sequer nenhuma sinalização positiva aos que querem elevá-lo à condição de seu administrador; também existe aqueles que já participam da gestão, e que, no entanto, não estão atendendo aos apelos da população, isto é, não evidenciam ter um projeto, um modelo administrativo possível de ser implantado; mas também tem aqueles que se identificam com as mazelas da sociedade e se preocupam com o seu futuro. E é aí que um Plano de Governo bem arquitetado, bem esquematizado, que para muitos se trata apenas de um pedaço de papel rabiscado sem nenhuma função, passa a ser um instrumento de importância vital, primordial para que o candidato possa se apresentar ao público com uma visão social que busque atender aos anseios dos habitantes do município, porém que não seja nada mirabolante, nada fantasioso, que tenha aplicação prática para aqueles a quem é direcionado.

O voto de cabresto, aquele conjunto de pessoas que, antigamente, chamávamos, jocosamente, de curral eleitoral, não ganha mais as eleições. Tem muito estudante. Tem muita gente pensando sobre as atitudes dos nossos governantes. Os mercadores de voto estão diminuindo. No entanto, ainda existem muitos que acreditam na compra de consciência para ganhar um pleito. Aqueles acostumados a se locupletar em tempos da escolha de governante estão perdendo terreno. As campanhas estão mais curtas e menos onerosas.

Para encerrar esse quadro da política local, a correria agora é pelo vice. Tem gente corroborando com uma exagerada importância que não é devida a esse apêndice, mas um apêndice que, legalmente, tem que existir para compor a chapa. Porém, é bom lembrar que o TCU ou TCE nunca lembrou do vice; o TRE também não; o STJ, STE, etc... muito menos. Então, o vice é uma figura decorativa que, nos tempos de hoje, é a mais preciosa das jóias raras.


Santo Tito: Bancário Aposentado