quinta-feira, 16 de junho de 2016

JOÃO MARIA DA CASA VERDE, A PEDRA NO SAPATO OU A SOLUÇÃO?


João Maria da Casa Verde declarou textualmente no Blog de Vandinho Amaral que: “EU JOÃO MARIA DA CASA VERDE, PERTENÇO AO BLOCO DO PREFEITÁVEL DR IVAN PARA A CHAPA DE PREFEITO”. Essa declaração tem implicações legais no que tange a liberação da legenda. O PMDB local, partido político ao qual o João Maria é filiado, depois da última e irrefutável derrota para o atual governante e a impossibilidade de candidatura do seu virtual lider, prescinde de nomes com suficiente força política para enfrentar um oponente com o potencial de quem hoje está a frente das decisões administrativas do município.

É um nome que, aparentemente, reúne todos os requisitos e os predicados necessários para o preenchimento da lacuna aberta nesta administração que não consegue ou não conseguiu atestar os anseios da população. Mas e a legenda? Bem! Ai é esperar pela decisão que tomará o líder do partido junto aos filiados e, principalmente, junto aos componentes de seu diretório municipal, ou, quem sabe, podendo recorrer a instancias superiores. O importante é salientar que os principais nomes que se apresentaram como candidatos pelo partido ou se apresentam como apoiados por ele perambularam também por outras legendas, demonstrando total desprezo por ideologias partidárias, vislumbrando apenas os dotes do poder.

Dentro do PMDB local está existindo uma briga de egos que acaba cegando as pessoas. Esse caráter de individualidade, ou individualismo, que suprime os interesses maiores do grupo ou da sociedade é nocivo aos interesses de um partido que, como o PMDB, tem diante de si uma excelente oportunidade para voltar às origens, voltar a ser aquela agremiação política de destaque no cenário municipal. Nunca um panorama se tornou tão favorável ao embate como nesta campanha. Os traços típicos da personalidade daqueles que compõem a célula política, as cabeças pensantes do partido, estão se digladiando em torno do “se”, “porque”, “eu”, “eu quero”, “eu não quero”, “ele não tem o perfil do partido”, “é muito isso”, é muito aquilo”. Até parece que não existe um questionamento objetivo sobre quem é na realidade o oponente em potencial, aquele com quem deverão se defrontar, ou o aquela discussão sobre o que seria o melhor para o município, para o seu desenvolvimento social.

João Maria da Casa Verde estava dentro do partido, hibernando, alguém que poderíamos considerar um nome de consenso. Isto até ser descoberto pelo Dotô, o que causou e continua causando uma enorme polêmica. E com toda razão. O cara é filiado, mas não era visto. Sendo muitos os nebulosos interesses em jogo, foram buscar candidatos lá fora, pouco interessando o sentimento ou o pensamento da sociedade. Mas parece que a citação do seu nome acendeu uma luz em meio à contenda interna do partido a ponto de vislumbrarmos um arremedo de união. Será que essa mudança não chegou tarde demais? Pelo visto acabaram dando espaço além da conta pro Dotô.

Santo Tito: Bancário Aposentado