sábado, 14 de maio de 2016

TRÂNSITO


A Rua Dom Marcolino, sentido Banco do Brasil, no espaço situado entre a Igreja São Paulo Apóstolo e a Praça Monsenhor Expedito, é tida como contra-mão para o tráfego de veículos motorizados. Mas esta situação de direito no transito não acontece na prática.

Na manhã do dia 11 de maio de 2016 este colunista foi apanhado de surpresa por um motoqueiro que trafegava contra-mão na Rua Dom Morcolino em alta velocidade, como é de praxe com esse tipo de condutor, e dobrou a esquerda na esquina em que acontece a confluência da citada rua com a General Dantas, ao lado da praça em frente a casa de Apriginho. Neste exato momento este redator conduzia sua moto em frente ao escritório da COSERN, sentido praça, quando, do nada, surge velozmente aquele motoqueiro, como uma alma sedenta de sangue brotando do além. Foram os milésimos de segundos mais longos e angustiantes. Naquele instante, vendo a iminência da colisão, pensei na queda, no hospital, na interrupção do futebol, no estrago da moto, no cancelamento de passagens aéreas, na revogação do fim de semana em Pipa proporcionado pelo meu filho. A trombada, por um triz não aconteceu. Mas o coração quase quis dar um tempo fora do meu corpo. Depois da repentina freada, parei, olhei para aquela motoca de aparência simples, conduzida por um rapaz mais simples ainda, e a aí pensei: “Se o pior tivesse acontecido? Quais seriam as consequências, já que o condutor, por não ter diminuído a velocidade, evadindo-se, não permitiu que se verificasse a existência de placa? De quem seria o prejuízo Quais seriam os trâmites legais? Faria diferença registrar um Boletim de Ocorrência?”.

Este é um pequeno retrato do trânsito em São Paulo do Potengi. Só para se ter uma noção do caos, basta observar, por alguns minutos, a Rua Bento Urbano onde fica a Central do Cidadão, e a General Dantas em frente ao Banco do Brasil onde é possível verificar varias irregularidades.

É quase impossível o dia em que os ônibus da Empresa Alves não tenham que ficar entalados esperando a boa vontade dos motoristas pela desobstrução da rua a fim de que eles possam estacionar na rodoviária improvisada que fica no Bar dos Mota. Estacionamento em fila tripla, sobre faixa de pedestres, são atitudes corriqueiras. Nesse sentido, a cidade como um todo precisa de uma reeducação para o trânsito. Até parece quem tem uma condução pode tudo. Parar no bar para beber uma cachaça e estacionar no meio da rua, como também obstruir a rua para um simples bate-papo já faz parte de uma cultura local. Tá na hora de dar um basta nisso.

Quem sabe se com uma nova administração não poderia mudar isso? Mas que tipo de administração? Daqueles mesmos que estão por aí? Ou será que já apareceu alguém com novas ideias? Eu, esperançoso que sou, diria que sim. É só observar a onda “dotô” que progride como uma massa avassaladora que vem conquistando a simpatia do eleitor. Isto exatamente porque ele já deu mostras de que veio para mudar. É só observar a fórmula da qual se utilizou para que os seus correligionários pudessem opinar, por meio de eleição livre da imposição de nomes, sobre um provável vice para compor uma futura chapa eleitoral. E isso é só o começo.

Santo Tito: Bancário Aposentado