segunda-feira, 9 de maio de 2016

COLUNA DE SANTO TITO PAIVA


Corrupção na Saúde desviou R$ 2,3 bilhões em nove anos

Valor representa um terço de tudo o que foi desviado da União no período, segundo o TCU. Governo federal alega que, comparado com o orçamento do setor, montante é pequeno (0,045%)

O governo federal – que tem defendido a necessidade de haver novas fontes de financiamento para a saúde – perdeu nos últimos nove anos, devido à corrupção, R$ 2,3 bilhões que deveriam ser destinados ao setor (R$ 255 milhões anuais, em média). O Ministério da Saúde responde sozinho por um terço (32,38%) dos recursos federais que se perderam no caminho, considerando 24 pastas e a Presidência da República, segundo levantamento do Tri­­­bunal de Contas da União (TCU). Ao todo, a União perdeu R$ 6,89 bilhões em desvios.
O montante é o somatório de irregularidades encontradas pelo TCU, entre janeiro de 2002 e 30 de junho de 2011....(Nota do editor: Governo Lula (2003–2011). Coincidência?)

Hospital Militar é exemplo de irregularidades

Auditoria interna realizada pelo Comando do Exército identificou uma série de irregularidades ocorridas nos últimos anos no Hospital Militar de Área de Brasília. Entre outros problemas, a auditoria detectou casos de direcionamento de licitação e despesas com valores superfaturados. O prejuízo calculado é de R$ 3,6 milhões. A fiscalização aponta como supostos responsáveis alguns civis e muitos militares – inclusive oficiais.

Nesse mar de lama em que a probidade das pessoas se perdeu, nem todos os projetos anticorrupção tramitando no Congresso Nacional, nem toda a honestidade do mundo, nem os donos do Orçamento, nem mesmo DEUS, vão impedir que a corrupção se mantenha confortavelmente instalada nos porões da vida pública. Somente um ministério ou secretariado composto por homens e mulheres isentos, íntegros e de vergonha, imbuídos daquela responsabilidade de que estarão lidando com o futuro de sua própria família (filhos, pais, irmãos), de seus amigos, de seus vizinhos, etc..., será capaz de alterar um quadro de total desqualificação da classe política.

A possibilidade de um representante da saúde vir a tomar posse da prefeitura do município de São Paulo do Potengi faz com que se vislumbre no horizonte um novo panorama político-administrativo divergente daquele que vigora até então. Nunca tivemos um técnico com essa qualificação ora em questão prestando um serviço, ou desenvolvendo uma atividade tão necessária. Na qualidade de testemunhas dos recentes acontecimentos que envolveram este setor, está bem viva em nossas memórias a real importância que lhe é dedicada pelos senhores do poder. Mas como o eleitor, especialmente a parcela daqueles que irão sufragar o voto em favor do próximo gestor e que, comumente, comercializam esse gesto de importância vital para a democracia, talvez não esteja tão consciente do valor desse símbolo da soberania popular e, por assim dizer, acabe por não reconhecer as cabeças que podem mudar uma realidade tão carente de justiça social.