terça-feira, 5 de abril de 2016

OS COADJUVANTES


Desde os primórdios a sociedade dos homens está alicerçada em normas de convivência. Ela começa constituída por uma oligarquia dominante que perpassa pelos tempos e se estende até os dias atuais. São sistemas que só se modificam naquelas em que, por seu aprimoramento baseado em princípios rígidos de educação, conseguiram alcançar um grau de informação capaz de anular aquele status quo tão longevo capaz de inibir o acesso a mais simples questão que diz respeito ao cidadão comum.

Mesmo na Grécia, um dos berços da civilização e berço da democracia, onde grandes oradores profissionais se sucediam em praça pública (as polis, daí a origem do nome política) digladiando-se através de discursos inflamados que podiam ser transformados em doutrina que, compilados, formavam uma espécie de jurisprudência, mesmo lá essa forma de oligarquia, monarquia, reinado, aristocracia, nobreza, patriarcado ou seja lá o formato que se queira dar, já era uma prática de dominação que, de uma forma ou de outra, se perpetua até os dias atuais.

Vamos exemplificar um caso prático: Em São Paulo do Potengi, a despeito dos que dizem que o Dr. Ivan não tem o que mostrar naquilo que tange a realizações praticadas em nosso município, um mito fácil de ser exorcizado, existe um movimento sincronizado de situação e oposição para manter a direção do município sob os mesmos princípios administrativos oligárquicos norteados em formas de atuar nada cidadãs.

Mas, para esclarecer melhor as coisas, vamos mostrar o nosso propósito para o abnegado leitor. É público e notório que a atual administração do nosso condado não é um exemplo a ser seguido. As reclamações se sucedem em todos os seguimentos da sociedade, menos um: aquela parcela aristocrática dos aquinhoados com as benesses do poder. Porém, agora aparece outro: A oposição, ou as oposições.

De um lado um empedernido e destemido Dr. Ivan que nunca esteve à disposição de políticos para ocupar qualquer posto administrativo e/ou legislativo, e que por isso mesmo não goza da simpatia dessa nobreza, mas, contrariando aquela máxima de que não era possuidor de práticas das quais pudesse ser lembrado, foi guindado a esta situação de pré-candidato exatamente pelo reconhecimento de um exército de cirurgiados que quer saber se o Dr. é capaz  de mostrar como funciona um serviço de saúde de qualidade, o calcanhar de Aquiles em qualquer administração, coisa que, com o desterro do “TIRADENTES”, o atual monarca sustou tendo como único propósito estancar a ascensão política do “DOTOZINHO”.

Do outro lado um PMDB desunido que, querendo emergir de uma derrota acachapante, tenta se reerguer em torno da figura de um ex-promissor professor Jefinho, cuja atitude se fosse tomada a mais tempo tal situação inexistiria (uma oposição desunida, ou oposições desunidas), pois ela só se tornou real depois que o jovem educador foi cooptado e descartado por mais de uma vez  pelo atual responsável por nosso território e de ter perdido o comando do PSDB local.

Agora, com o desejo da população de entregar os destinos do município ao curador, o Dr. não quer desapontá-la e fechou questão em torno de sua pré-candidatura, mesmo que para isso, por força da desunião, as oposições participem da campanha como meros coadjuvantes, para um precoce delírio da situação.

Santo Tito: Bancário Aposentado