domingo, 20 de março de 2016

UMA MATEMÁTICA SIMPLES


Com a janela migratória que se abriu e a insatisfação do deputado José Adécio com o seu partido, o Democratas (DEM), a qual remonta ao ano de 2010, quando ele foi preterido pela legenda, sofrendo a retirada gradativa dos diretórios municipais de suas bases, entregues a adversários políticos, além de ser afastado da executiva estadual, o parlamentar esteve prestes a migrar para outra agremiação política.

Depois de outras tantas histórias e de ter seu nome cogitado para engrossar as fileiras de partido com a envergadura de um PSDB, assim como também obteve convite do PRB, Partido Republicano Brasileiro e do PSDC, Partido Social Democrata Cristão, de cujas cúpulas recebeu gentil convite para dirigi-los no Estado, além do PSD, partido do governador onde, forçosamente, teria participação efetiva, o deputado estadual José Adécio, após pensar muito, cercado de amigos, correligionários e familiares, ponderou conselhos, avaliações amparadas e alicerçadas pela sua experiência e coerência na política, pela sua história de fidelidade e amizade com o Senador José Agripino, amizade construída ao longo de quase quatro décadas que somente a maturidade faz entender e saber valorizar, optou por permanecer no DEM.

Mas ninguém sai de uma decisão tão delicada sem provocar sequelas. E uma delas, que já vinha a tempos sendo perseguida pelo primeiro mandatário do município, foi a imediata destituição, pelo governo do estado, de sua apadrinhada da direção do Hospital Regional de São Paulo do Potengi. Atitude esta que motivou alguns bobos da corte a escolher minuciosamente casas que sabidamente eram habitadas por adversários políticos para a soltura de rojões. Sem a mínima preocupação com o local ou quem eram os ocupantes naquele momento, se hospital, idosos, ou crianças pequenas.

No entanto, independentemente das razões citadas pelo deputado sobre as qualificações técnicas da ex-diretora, o seu desvelo com a coisa pública e possuidora de uma vida inquestionável; aquela que foi por 8 anos, em João Câmara, no governo Wilma de Faria, diretora da Terceira Unidade Regional de Saude Pública-USAP, e que administrou os destinos da saúde de 26 municípios, mesmo após seu partido romper com o governo com ele acompanhando a decisão partidária, e a governadora mantê-la no cargo pela competência, conforme palavras do próprio deputado, independente de tudo isso ele sabe que é assim que coisa funciona.

São essas contendas políticas que anestesiam o povo, fazendo-o esquecer de toda e qualquer mazela administrativa. Pelo menos agora o entrave foi desfeito. Aquilo que fazia com que a saúde pública de São Paulo do Potengi permanecesse no caos deixou de ser problema. Até o Dr. Ivan, que também era outro problemão, já não está mais aqui. Arrumou as malas e se mandou para onde a sua utilidade pública está garantida. E isso é bom para o município, pois agora, entre outras coisas, a famosa cogestão que não podia coexistir com essas duas pedras no caminho, acreditamos, deve andar a passos largos.

Que o Senhor dos céus e da terra abençoe a nossa São Paulo do Potengi, assim como o nosso Brasil, é o que nos resta, pois são as atitudes desses senhores daqui e de lá, que fazem a gente acreditar, ou melhor dizendo, que fazem a gente NÃO ACREDITAR num futuro melhor enquanto se perpetuar a eterna impunidade e o gosto pela improbidade.

Santo Tito: Bancário Aposentado