sexta-feira, 18 de março de 2016

HISTÓRIA: QUEM ERA OS BOBOS DA CORTE


“O bobo da corte era um personagem engraçado que divertia o rei na Idade Média e estava sempre presente na corte e no teatro popular. Era considerado cômico e muitas vezes desagradável, por apontar de forma grotesca os vícios e as características da sociedade.”

“Tudo indica que eram os melhores comediantes da sua época, a Idade Média. Ao contrário do que muita gente pensa, esses plebeus pagos para entreter a nobreza e a realeza não eram loucos, nem faziam parte do time de vítimas de deformidades físicas, como corcundas e anões, que muitas cortes adotavam como circo particular. Os bobos da corte não eram nada bobos. Eles possuíam várias habilidades: versejavam, faziam malabarismos e mímica. Eram, principalmente, gente com talento, sabedoria e sensibilidade para divertir os outros", afirma o historiador Nachman Falbel, da USP.

Principalmente nos séculos XIV e XV, o bobo fazia parte do grupo de artistas sustentados pelas cortes, junto com pintores, músicos e poetas....” Os bobos da corte ainda estão por ai, ou melhor, eles nunca desapareceram, apenas o que era nobreza e realeza hoje são conhecidos com outras nomenclaturas.

“Na Origem Esotérica o bobo da corte – representado no baralho como o Curinga, o que pode alterar o jogo radicalmente – tinha como função imitar as atitudes e os gestos (corporais, faciais etc.) de todos, contava histórias que não tinham “nem pé nem cabeça”, porém seu significado oculto era sempre o de fazer com que todos refletissem.”

Na realidade atual o bobo da corte é responsável por executar tarefas pouco edificantes. “O personagem pode ser comparado, nos dias de hoje, com os palhaços, de certa forma.” Essa e as citações a seguir mostram com clareza como é interpretada a figura do bobo da corte contemporâneo:
“Pedi um príncipe e me mandaram um bobo da corte. Pedi um perfeito e me mandaram um cheio de defeitos. Pedi Sr. Sério e me mandaram um Sr. Idiota... Pedi um cachorro e me mandaram um gato.”

“Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. Não é oito, nem nove, nem rei e nem valete. É um caso a parte; uma carta sem relação com as outras. Ele está no mesmo monte das outras cartas, mas aquele não é seu lugar. Por isso pode ser separado do monte sem que ninguém sinta falta dele.”

“Não se iniba diante do exibido, ele é apenas o bobo da corte, inseguro e sempre sem graça, uma persona não grata. Tão insignificante que não ocupa espaço!”

*A coletânea de textos entre parênteses foram extraídos de artigos coletados na internet.


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